Domingo, 19 de Novembro de 2017
História

Apesar de Barueri ser pujante economicamente, sendo um dos maiores PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, a categoria dos trabalhadores nas indústrias de confecção de roupas não possuía seu próprio sindicato.

Os trabalhadores de confecções de roupas de Barueri e região não tinham a quem recorrer na hora da homologação de suas rescisões de contrato de trabalho e na hora de reclamar das empresas, enfim não havia um sindicato para lutar pelos direitos dos trabalhadores.

A lei estabelece que, onde não há sindicato, cabe à federação da categoria prestar assistência aos trabalhadores. Era o que acontecia, mas a federação não tinha condições operacionais de prestar assistência integral, pois sua sede ficava em São Paulo e seus diretores não tinham condições de atender diretamente os trabalhadores no seu dia-a-dia.

Sindicatos de fora “invadem” a base de Barueri, Taboão, Itapevi 

Esse vazio sindical permitiu que sindicatos de outras bases territoriais acabassem se sentindo no direito de “representar” a base sem possuir legitimidade jurídica para tanto. A confusão na cabeça dos trabalhadores e empresas era muito grande.

Dia 7 de abril de 1993 nasce o sindicato em Barueri 

Várias tentativas de criar um sindicato na região já haviam fracassado. Com apoio da Federação da categoria, um grupo de trabalhadores do setor de confecções de roupas de Barueri criou uma comissão organizadora do sindicato e no dia 7 de abril de 1993 aconteceu à assembléia geral de fundação do sindicato na Câmara Municipal de Barueri. Estava fundado o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Confecções de Roupas e Acessórios de Vestuário em Geral de Barueri e Região, representando a categoria profissional dos trabalhadores nas Indústrias de roupas e acessório de vestuário em geral, ficando definido que a base territorial do sindicato era integrada pelos municípios de Barueri, Carapicuíba, Embu, Itapevi, Jandira, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.

Ministério do Trabalho concede o registro sindical 

Após a fundação, o sindicato buscou sua legalização, tendo obtido o registro de seu estatuto no cartório de registro civil de pessoa jurídica, bem como obteve na receita federal a inscrição da entidade no cadastro geral de contribuintes, antigo CGC, hoje CNPJ, Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica. O Sindicato também requereu o registro sindical perante o Ministério do Trabalho, o que de fato aconteceu, tendo sido publicado no Diário Oficial da União de 02/07/93 a decisão do ministério reconhecendo o sindicato como legítimo representante da categoria em Barueri e região.

Com o reconhecimento do sindicato, iniciou-se uma grande luta para implantar a entidade entre os trabalhadores e obrigar as empresas a cumprir as leis e respeitar as conquistas das convenções coletivas. Imediatamente o sindicato assinou com o sindicato patronal um termo de aditamento para estender para Barueri e região os efeitos da convenção coletiva de trabalho então em vigor.

A estruturação do sindicato – O início das lutas 

Iniciou-se uma grande mobilização para construir um sindicato atuante e com fortes vínculos com os trabalhadores. A diretoria alugou o primeiro imóvel para instalar a sede do sindicato, localizado próximo ao trevo de acesso à cidade, depois a entidade mudou-se para o centro velho, próximo da estação rodoviária. Até mudar-se para a sede própria, a entidade estabeleceu-se em dois outros imóveis. A diretoria eleita na assembléia geral de fundação publicou o primeiro jornal do sindicato, divulgando a fundação da entidade, a obtenção do registro sindical, as conquistas da convenção coletiva de trabalho.

No ano de 1994, primeiro ano de sua existência, o sindicato acompanhou a federação e os demais sindicatos do estado na organização da campanha salarial e negociação coletiva. Não foi possível chegar a um acordo com o setor patronal. Os sindicatos e a federação decidiram partir para uma greve da categoria no estado de São Paulo no mês de julho de 1994. O mais novo sindicato do estado participou ativamente da greve, tendo logrado paralisar, durante aproximadamente 20 dias, as atividades das empresas Tristil e Giorgio Francesco de Taboão da Serra. A greve foi julgada legal, as reivindicações da greve foram julgadas procedentes pelo Tribunal Regional do Trabalho, tendo sido concedida uma estabilidade de 90 dias aos trabalhadores da categoria no estado.

A consolidação jurídica do sindicato 

Mesmo tendo obtido o registro sindical três meses após sua fundação sem que ninguém tivesse impugnado o pedido de registro sindical do sindicato, algumas empresas resistiram em reconhecer o sindicato como legítimo representante dos trabalhadores. O departamento jurídico do sindicato organizou um cerco a essas empresas que resistiam a cumprir a convenção coletiva de trabalho. Todos os expedientes legais foram utilizados para vencer a resistência dessas empresas: mobilização dos trabalhadores nas empresas, mesas redondas e fiscalizações do trabalho e previdência social, inquéritos policiais, ações na justiça. O sindicato ganhou todas as ações onde se discutia sua legitimidade para representar a categoria na base territorial. Com essas vitórias na justiça o sindicato fundado em 1993 consolidou-se juridicamente como o legítimo e legal representante da categoria profissional, deixando de existir qualquer obstáculo para a livre ação do sindicato na defesa dos trabalhadores.

2002 A conquista da sede própria 

Com a consolidação jurídica da entidade sindical, a diretoria da entidade buscou estruturar o patrimônio da entidade. Graças a gestão competente dos recursos financeiros arrecadados dos trabalhadores, 9 (nove) anos após sua fundação a diretoria do sindicato adquiriu um imóvel para estabelecer a sede própria. Desde 06 de setembro de 2002 o sindicato passou a funcionar na sua sede própria na Rua Brasil nº 256, Vila Boa Vista, Barueri.